terça-feira, 13 de julho de 2010

Concurso de Design DIVERSIDADE BIOLÓGICA 2010

Com o objectivo de sensibilizar jovens ligados ao mundo da arte, design e arquitectura sobre a importância da biodiversidade, o CEAI promove um concurso de design sobre a diversidade biológica.
As peças de arte a concurso irão integrar a exposição "Tornar Visível o Que Não se Vê" instalada na Estação Biológica do Garducho, que consiste num mega-arquivo de material biológico e artístico sobre a biodiversidade. Para além disso, esta iniciativa pretende fomentar o uso de materiais naturais e reciclados na concepção de peças de arte.
O regulamento e a lista de espécies de referência encontram-se disponíveis para download em www.ceai.pt/ebg.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um olhar sobre a biodiversidade


Foto: Lurdes Soares
A escolha da Assembleia-geral da ONU ao declarar 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade coloca o tema da fragilidade dos ecossistemas e a destruição da biodiversidade nas agendas políticas e diplomáticas. Aguarda-se, com expectativa, que chegue a todos urgentemente a mensagem: ao actual ritmo de desenvolvimento e modo de vida a perda de biodiversidade atingirá contornos irreparáveis com profundas consequências para o mundo natural e o nosso bem-estar enquanto espécie.
A consciência colectiva da velocidade a que se perdem espécies e da premente necessidade de tomar medidas com vista à sua conservação não é uma questão recente, pelo contrário, há muito que é invocada por investigadores e debatida nas conferências sobre ambiente e sustentabilidade. Em Junho de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, a conservação da natureza, da vida selvagem e os recursos genéticos foram identificados como uma área prioritária. Mais tarde, em 1992, na Conferência do Rio, foi apresentada a Convenção sobre a Diversidade Biológica, assinada por 175 países.
Desde então a perda de biodiversidade intensificou-se em termos espaciais e temporais, tornando quase insignificantes algumas das medidas tomadas com vista à sua preservação. Desenganem-se os que julgam que tudo se recompõe, ou aqueles que consideram que os “outros” é que são responsáveis. O Homem modificou, sobretudo nos últimos 50 anos, os ecossistemas mais rápida e extensivamente que em qualquer intervalo de tempo equivalente na história da humanidade e a natureza não consegue repor-se ao ritmo a que destruímos.
Esta é a realidade a nível mundial, porém se analisarmos a situação em Portugal apercebemo-nos que esta não difere. Segundo o relatório Millenium Ecosystem Assessment, disponível em http://www.ecossistemas.org, «nos últimos 50 anos assistimos a alterações significativas nos ecossistemas portugueses impulsionadas por profundas modificações socioeconómicas. A economia aumentou mais de seis vezes, o número de agricultores diminuiu mais de 60% e a área agrícola reduziu-se em 40%. Ocorreu a intensificação agrícola e a florestação com monocultura de eucalipto, com impactes negativos na biodiversidade e nos serviços de regulação dos ecossistemas. Os nossos rios sofreram modificações dramáticas com a construção de barragens e com o aumento da poluição proveniente da agricultura e da indústria. O problema das espécies exóticas invasoras agravou-se nas ilhas e aumentou a pressão sobre os ecossistemas costeiros. Em muitos ecossistemas manteve-se ou agravou-se o nível de sobre-caça e sobre-pesca».
Convém realçar que a biodiversidade existente em Portugal Continental inclui mais de 3 000 espécies de plantas vasculares, cerca de 400 espécies de vertebrados, e um número desconhecido de espécies de invertebrados. Nos Açores e na Madeira existem mais de 1 700 espécies de organismos que não existem em mais nenhuma parte do mundo (endémicos).
Num país em que a produção alimentar é deficitária em 30% em relação ao consumo, de acordo com dados do Millenium Ecosystem Assessment, uma maior destruição dos ecossistemas implica uma maior dependência face ao exterior. Contudo, diariamente ouvimos relatos da destruição de fundos marinhos, comercialização de espécies ameaçadas e em extinção; destruição de florestas através de incêndios, e não só; práticas agrícolas pouco ou nada sustentáveis e mais um rol de outras acções que directa e indirectamente contribuem para a devastação dos ecossistemas.
Respeitar as áreas protegidas, preservar espécies em extinção, modificar comportamentos, são algumas das atitudes de cidadania que devem ser intrínsecas a qualquer ser humano. Há que tomar consciência que os problemas ambientais das próximas décadas e a consequente degradação da biodiversidade só serão minimizados se cada um de nós, em particular, e a sociedade, num todo, tomar uma atitude mais pró-activa, colaborativa e responsável.
No seu livro Eco-inteligência, Daniel Goleman alerta: «Compramos champôs contendo químicos industriais que podem ameaçar a nossa saúde ou contaminar o ambiente. Mergulhamos para ver recifes de corais, não tendo consciência de que um ingrediente do nosso protector solar alimenta um vírus que mata o recife. Usamos t-shirts de algodão biológico, mas não sabemos que os seus corantes podem fazer os operários correr o risco de contrair leucemia».
Neste alerta está implícita a devastação da biodiversidade e a consequente perda de qualidade de vida para o ser humano. Que o Ano Internacional da Biodiversidade contribua para uma sociedade mais sustentável e com seres humanos mais respeitadores das espécies que connosco partilham o planeta e que num todo formam a Biodiversidade.
 Lurdes Soares, doutoranda em Estudos Avançados de Ecologia Humana na FCSH-UNL

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ciclo de Conferências FUTURO VERDE e outras notícias...

O Ciclo de conferências Futuro verde é uma iniciativa do ICNB com o apoio do BES, que tem como objectivo, alertar para a degradação dos ecossistemas e para a importância de um futuro que preserve a biodiversidade. Estas conferências são de entrada livre e realizam-se no edifício BES Art & Finança, Pç. Marquês de Pombal, 3A, em Lisboa durante 2010.Neste âmbito, foi organizado no dia 7 de Julho a conferência "BIODIVERSIDADE E GESTÃO DE ÁREAS PROTEGIDAS".



Drª Maria Santos e o  Vice Presidente do ICNB




Prémio BES Biodiversidade

O prémio, no valor de 75 000€ foi atribuído ao projecto do Grupo Lobo, tendo outros três projectos recebido menções honrosas - “Modo de Avaliação dos Serviços de Ecossistemas em Portugal”, “Florestas Marinhas de Algas Gigantes” e “Programa de Monitorização das Aves”.

Segundo o site da Naturlink o prémio BES Biodiversidade pretende distinguir iniciativas inovadoras no âmbito da investigação, Conservação e Gestão da Diversidade Biológica e resulta de uma parceria entre o BES e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto.
Em 2010, na 3ª edição do concurso, o vencedor foi o projecto “Conservar o Lobo em Portugal – Da teoria à prática”, do Grupo Lobo, instituição que há 25 trabalha para salvaguardar o futuro deste grande predador em Portugal e que já conseguiu estancar o seu declínio populacional em território nacional.
Para atingir os seus objectivos o Grupo Lobo actua em três frentes distintas mas complementares: implementação de medidas práticas de conservação da espécie (como é o caso da atribuição de cães de gado a pastores e a construção de vedações eléctricas), investigação (monitorização das populações e das ameaças à espécie) e educação ambiental (de que é exemplo a disponibilização do “Wolf kit” a alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico).
O GRUPO LOBO colaborou na elaboração da Lei de Protecção ao Lobo Ibérico, Lei n.º 90/88 de 13 de Agosto, que lhe confere o estatuto de espécie estritamente protegida em Portugal, estando actualmente a colaborar na revisão do Decreto-lei n.º 139/90, de 27 de Abril, que regulamenta a sua aplicação. Esta lei foi apresentada pela então deputada dos Verdes, Maria Santos.
A Cerimónia de Entrega do Prémio BES Biodiversidade decorreu no dia 30 de Junho de 2010 no espaço BES Arte & Finança.



Dr.ª Maria Santos e Dr. Jorge Martins do BES

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Água é Património

O Serviço Pedagógico Águas Livres existe desde 1997 pelo Museu da Água da EPAL. Este serviço tem como principal objectivo prestar apoio a professores e alunos, sensibilizando-os para o uso eficiente da água, para a preservação do ambiente e para a preservação do património monumental, cultural e histórico do Museu da Água.
Todos os anos o Serviço Pedagógico Águas Livres prepara um leque de iniciativas para alunos e professores, de acordo com um tema específico.
No site do Serviço Pedagógico Águas Livres poderá estar sempre a par de todas as iniciativas.


Consulte o site tem uma boa oferta educativa e é muito agradável.
É composto por diversos espaços: Professor, Criança... contando ainda com alguns links úteis,  materiais pedagógicos e algumas actividades.
http://www.servicoaguaslivres.com/

Exemplo de fichas de actividades.

Serviço Pedagógico Águas Livres: Biodiversidade
O termo biodiversity foi pela primeira vez utlizado por W.G. Rosen em 1985 e significa a grande diversidade de espécies que existem na natureza. Contempla a variedade de fauna, flora, microrganismos , habitats e ecossistemas que estão presentes no planeta Terra.
• A biodiversidade é muito importante essencialmente a dois níveis: na medicina, pois é através dos recursos naturais que se desenvolve a evolução cienZfica de novos medicamentos e novas curas, e também ao nível da importância da uClização da matéria‐prima nos diferentes sectores (agrícola e industrial).
• O tema da biodiversidade está‐se a tornar cada vez mais importante, como demonstra a medida da Organização das Nações Unidas ao nomear o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Esta medida serve para promover a discussão da biodiversidade e do seu papel importante no dia‐a‐dia, bem como avaliar o desempenho relaCvo ao progresso na redução da taxa de perda de biodiversidade a nível global.
Todas as informações foram retiradas do site da EPAL: http://www.servicoaguaslivres.com/
Biodiversidade Dossier Professor EPAL

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras 2010



O Centro de Ecologia Funcional (CEF), da Universidade de Coimbra, o Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), da Escola Superior Agrária de Coimbra e o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), Município de Seia, estão a organizar um Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras, a decorrer de 23 a 29 de Julho de 2010, na Mata do Desterro, em Seia, Serra da Estrela. Esta é a 9º edição do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras, decorre em regime de voluntariado (alojamento, alimentação e seguro pessoal são oferecidos) e é uma oportunidade única para participar em actividades de controlo de plantas invasoras e simultaneamente receber formação sobre Invasões Biológicas e Plantas Invasoras.
Inscrições e mais informações em: http://www.ci.uc.pt/invasoras/
Poster e folheto informativos em anexo.

Com os melhores cumprimentos,
Elizabete Marchante

Folheto_Invasoras[1]

terça-feira, 6 de julho de 2010

Como medir o estado do Parque Marinho?


A equipa de Indicadores de Sustentabilidade do MARGov, tem vindo a trabalhar na elaboração de um sistema de indicadores para a Avaliação e Gestão da Sustentabilidade do Parque Marinho Luiz Saldanha. Neste contexto realizar-se-á no próximo dia 9 de Julho uma Sessão de Trabalho às 18h30m no auditório Conde Ferreira em Sesimbra que terá os seguintes objectivos:
Avaliar a capacidade de cada indicador comunicar informação relevante e facilmente percebida pelos actores-chave;
Classificar a importância de cada um dos indicadores pré seleccionados de acordo com a percepção dos actores-chave;
Auto-avaliação dos resultados/tendências actuais dos indicadores de sustentabilidade realizada pelo actores-chave;
Avaliar a disponibilidade dos actores-chaves para participar em campanhas de indicadores de monitorização voluntária.
Nesta sessão será apresentada uma primeira selecção de indicadores e solicitada a sua opinião sobre eles.
Venha colaborar connosco!
 Contactos para esclarecimentos:
Profª Mª Helena Costa
Email: mhcosta@fct.unl.pt
Site: http://margov.isegi.pt  
Telefone: 212948300 - Extensão: 10113

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Árvores de Lisboa: Albízias




imagem: http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005/06/albzias-em-flor.html

imagem: http://maosverdes.blogspot.com/2009/06/acacias-de-lisboa.html

  • Nome Científico: Albizia julibrissin
  • Nome Popular: Albizia, Albízia, Mimosa
  • Família: Fabaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ásia, África e Austrália
  • Ciclo de Vida: Perene
  • Arbusto ou arvoreta de rápido crescimento, de fragrância muito delicada. As flores apresentam uma textura de seda, parecendo um monte de pelinhos róseos e brancos, com formato de pompom. Sua floração ocorre na primavera e verão. Quando envelhecem se tornam suscetíveis a algumas doenças, sendo que a duração útil da albizia é de 10 a 20 anos. Mas felizmente elas podem crescem até 0,9 metros por ano ou mais, recompensando o replantio. Por ter uma copa arejada, não prejudica o gramado, deixando passar a luz do sol.É necessário sol pleno para seu pleno desenvolvimento e regas regulares para um melhor crescimento e florescimento. Tolerante ao sombreamento parcial e a estiagem não muito prolongada. Multiplica-se por sementes que devem ser escarificadas para uma germinação satisfatória.
    Em Lisboa pode encontrá-las ao pé da estação de Entre-campos. 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Poupar água, fazer a diferença

Veja o filme e mude os seus hábito. Poupe água. Não desperdice!

Algumas dicas que vale a penas relembrar:

Nunca deixes uma torneira aberta.

  • Enquanto ensaboas as mãos fecha a torneira, podes poupar até 15 litros de água! Se usares a água com cuidado podes gastar apenas 2 litros.

  • Enquanto escovas os dentes fecha a torneira. Podes poupar até 30 litros! São necessários apenas 2 litros! Um bom hábito é usar a água num copo para lavar a boca.
  • Fecha a torneira enquanto te ensaboas, podes poupar até 60 litros. Em geral só são necessários 25 litros. Para tomar banho de imersão precisas de 150 litros de água, escolhe o duche!
  • Se uma torneira estiver a pingar, fecha-a bem, se estiver avariada pede a um adulto que a mande consertar. Poderás poupar cerca de 25 litros de água por dia.

  • Fecha a torneira enquanto ensaboas a loiça, podes poupar até 72 litros de água. Só são precisos 40 litros.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Estuário do Tejo: Contributos da natureza...

Descubra a biodiversidade que o estuário do Tejo nos oferece:
O vídeo foi-nos cedido pelo Professor Doutor Henrique Pereira
Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, revelaram que bastam 20 minutos de contacto com a natureza para repor a energia e aumentar os níveis de vitalidade.
Segundo os investigadores, a sensação de bem-estar vai muito além dos efeitos físicos e da interacção social associados a este tipo de relação com o mundo natural. Como referiu Richard Ryan, autor do estudo e professor de Psicologia, "A natureza é um combustível para a alma", acrescentando: "Muitas vezes tomamos um café quando nos sentimos esgotados, mas a melhor maneira de recuperar energias é através de uma maior proximidade com a natureza".
Na investigação, que decorreu em cinco ambientes diferentes, foram envolvidos 537 universitários. Alguns foram colocados em contextos reais, tendo sido levados para locais arborizados, perto de rios. Outros foram expostos a fotografias de edifícios e de paisagens, enquanto aos elementos de um terceiro grupo foi pedido que se imaginassem em diversas situações, com vidas activas e sedentárias, inseridos na natureza e na cidade, com e sem outras pessoas. Os resultados mostraram que as pessoas que se sentiam com mais energia e boa disposição foram as que estiveram, ao longo do dia, em contacto com ambientes naturais, reais ou imaginários. Ainda assim, os investigadores terem verificado que aqueles participantes que estiveram, de facto, em contacto com as árvores e com a relva foram os que revelaram maiores ganhos de energia em relação aos restantes grupos.

domingo, 20 de junho de 2010

Pastilhas elásticas e as aves...


Imagem do Site Aves de Portugal

Embrulha as pastilhas elásticas  antes de as deitares fora.

Hoje mastigar um pastilha elástica é um hábito da maior parte de nós, independentemente da faixa etária. E o que fazemos quando esta perde o sabor?
É aqui que alertamos para que  a mesma seja embrulhada num pedaço de papel, antes de ir para o lixo. Nunca a deite para o chão.
Os pássaros, a


traídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, começam a comer restos de pastilhas deixados irresponsavelmente por aí. Ao sentirem a pastilha a colar o seu bico, tentam desesperados retirá-la com as suas patinhas. Então, acontece o pior, as aves acabam por morrer.

Quando deitar fora uma pastilha elástica, deve embrulhar-se num pedaço de papel e colocá-la no lixo. Só assim vamos evitar que o pior aconteça a estas delicadas criaturas


Além disso, não atirar lixo de qualquer espécie no chão é um acto de civismo e responsabilidade ecológica!

Contribua!  Porque é nos  ecogestos que se pode fazer a diferença.
Informação recebida por e-mail!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Olhares da Biodiversidade: exposição em Monsanto

Maria Santos, no Dia Mundial do Ambiente, em representação da Lisboa E-Nova, acompanhou o Senhor Vereador Dr. Sá Fernandes na inauguração da Exposição "Olhares da Biodiversidade", que está patente no Espaço Monsanto.

A Exposição...
O lançamento de um pato-real que s eencontrava no Centro de Recuperação pelo Sr. Vereador Dr. Sá Fernandes

e o pato-real de novo na natureza, disfrutando da biodiversidade

domingo, 13 de junho de 2010

Jacarandás de Lisboa

«No meio desta ansiedade, uma notícia ajuda a dormir em paz. Uma só certeza: a de que os jacarandás voltaram! Esta semana, apesar da seca e mau grado o clima errático, que provocaram um estado vegetativo desequilibrado, os jacarandás floriram. Nas Trinas e nas Praças, na D. Carlos I e no Salitre, na Burra e em Belém, apareceram, tímidos e frágeis. Já não era sem tempo. Lisboa precisa de cor. Isto precisa de esperança.»
António Barreto (Publico, 15-05-05)
Guia das 25 árvores de Lisboa, CML, 2005
Segundo dados da CML existem mais de 600.000 árvores em Lisboa. "Árvores com diferentes tamanhos, cores e formatos, pertencentes a 200 espécies diferentes, cada uma com as suas características e o seu valor. Algumas dessas espécies são autóctones e outras vieram de outras regiões do mundo, mas todas se adaptam pior ou melhor ao clima da cidade" In Guia ilustrado de vinte e cinco árvores de Lisboa, CML, 2005). Eis um bom guia para  a CML de Lisboa disponibilizar em pdf
Porque os jacarandás  floriram e coloriram a cidade, hoje falo apenas dessa harmoniosa árvore que encantam muitos de nós.
O jacarandá que existe nas ruas de Lisboa é o jacaranda mimosifolia e pertence à família das  bignoniáceas, sendo originário do Brasil.
Curiosidades:
  • É uma das poucas árvores a ter o mesmo nome comum em quase todos os idiomas do mundo;
  • Tem dois nomes científicos porque em 1822 foi identificado por duas pessoas que lhe deram nomes científicos diferentes:  jacaranda mimosifolia e  jacaranda rotundifolia;
  • os frutos lembram castanholas, mas quando amadurecem porque é que em francês esta árvore também tem o nome de árvore das ostras.
Onde encontrá-las?
Faça um passeio a pé pela cidade, fotografe e envie-nos fotos...
Jacarandás na Rua Rodrigo da Fonseca
E porque os jacarandás também inspiram os poetas...
AOS JACARANDÁS DE LISBOA, Eugénio de Andrade
São eles que anunciam o verão.
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,perder-me no ar.
"Em meados de Junho os jacarandás de Lisboa estão em flor, a sua luz fende a pupila, acaricia o dorso da sombra. É então que – sei lá se pela última vez – a inocência volta a entrar na minha vida. Olhos, mãos, alma, tudo é novo – recomeço a prodigalizar alegria, uma alegria que não procura palavras porque o seu reino não é o da expressão. Digamos que esta nova experiência, a que não quero dar nome, não se preocupa em interrogar, talvez por já não ser tempo de dúvidas, ou então por não lhe dizerem respeito essas verdades últimas, cegas como facas.
Eugénio de Andrade . "Vertentes do Olhar" (1987)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um instante sobre a aventura humana e a biodiversidade

Drª Ana Gomes e Drª Cristina Vieira
Drª Maria Santos
No dia 20 de Maio o Ponto de Encontro da Lisboa E-Nova foi dedicado à biodiversidade e teve como oradores as doutoras  Ana Amado  e Cristina Vieira (ICNB – Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a doutora Maria Santos (Lisboa E-Nova) como moderadora.
A sessão do Ponto de Encontro teve os seguintes objectivos:
- Percorrer, no essencial, o passado e o presente para permitir maior segurança na visão que deve suportar as decisões que têm de ser tomadas hoje;
- Compreender por que são imperiosas as políticas de conservação da natureza para as sociedades actuais e suas economias e por que devem fazer parte de uma resposta integrada da sociedade;
- Sintetizar, muito sumariamente, o papel dos principais instrumentos de retaguarda existentes e quais os seus objectivos no contexto abordado;
- Contribuir para um nível mais elevado de consciência que crie condições para uma actuação pró-activa na sociedade e que impossibilite a decadência e violência generalizada inerentes a atitudes passivas e reactivas;
- Despertar o interesse por alguns seres que vivem na cidade e com os quais co-habitamos, lutamos ou favorecemos.
Leia o relatório completo:
RelatorioPE_biodiversidade

terça-feira, 8 de junho de 2010

Uma foto, um olhar sobre a Biodiversidade

O Paulo Carocinho envio-nos esta foto, recolhida na acção anual de limpeza da costa "Costa Viva" nas dunas da praia de Santa Rita.
 Eis o seu olhar sobre a biodiversidade...

Exposição: Era Uma Vez a Terra...

EXPOSIÇÃO “Era uma vez a Terra…”: 
No âmbito do Protocolo de Cooperação, celebrado entre a Lisboa E-Nova e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU), a Agência Municipal de Energia e Ambiente de Lisboa (Lisboa E-Nova), em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a colaboração dos respectivos Serviços Especializados da CML, coordenam e promovem a itinerância desta Exposição (Organizada no contexto do Ano Internacional do Planeta Terra, sob a égide da CNU), no Município de Lisboa.
Esta Exposição, cujas temáticas (Águas subterrâneas; Riscos Naturais: A Terra e a Saúde; Mudanças Climáticas; Recursos Naturais; Megacidades; O Interior da Terra; Oceanos; Solos; A Terra e a Vida.) poderão ser aprofundadas, com a participação de membros do Comité Científico do Planeta Terra, do Comité do Ano Internacional da Biodiversidade - 2010 e, naturalmente, especialistas indicados pelos nossos Associados, entre outros, estará patente em Lisboa, nos meses de Outubro e Novembro.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Exposição "Olhares da Biodiversidade"


Maria Santos, no Dia Mundial do Ambiente, em representação da Lisboa E-Nova, acompanhou o Senhor Vereador Dr. Sá Fernandes na inauguração da Exposição "Olhares da Biodiversidade", que está patente no Espaço Monsanto.
Sobre a exposição pode ler-se no site:
Comemorando-se em 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, a Câmara Municipal de Lisboa propõe-se promover um conjunto de iniciativas que façam chegar a quem vive, trabalha, estuda ou visita a cidade.
Comemorando-se em 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) propõe-se promover um conjunto de iniciativas que façam chegar a quem vive, trabalha, estuda ou visita a cidade, os valores de Lisboa neste domínio e o trabalho que tem sido desenvolvido como contributo para a Conservação da Natureza e para a Promoção da Biodiversidade, convidando a uma reflexão geral mais atenta, sobre a importância destas componentes ambientais em contexto de urbanidade.
Foi com este objectivo, que a fotógrafa Maria José Sobral, procurou fazer uma recolha dos cinco animais mais emblemáticos, recuperados no LX CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa), instalado no Parque Florestal de Monsanto. Trata-se de dar a conhecer um trabalho sustentado, com mais de 14 anos de investimento em prol da Biodiversidade, traduzido em mais de 7 mil animais acolhidos e tratados em Lisboa.
Convidamo-lo (a) a viajar pelos “Olhares da Biodiversidade”!
O LxCRAS - Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa encontra-se sob gestão da Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental (DESA) da Câmara Municipal de Lisboa e está localizado na Espaço Biodiversidade, com uma área que ocupa cerca de 16ha dos 900ha do Parque Florestal de Monsanto. Foi inaugurado oficialmente a 15 de Outubro de 1997, apesar de desempenhar funções desde o início do ano de 1996, como resposta à crescente procura e solicitação por parte dos munícipes de Lisboa quanto à recolha, recepção e recuperação de animais silvestres feridos e/ou debilitados.
Actualmente, este equipamento dedica-se à reabilitação de animais de espécies autóctones, que são entregues quer por particulares quer por diversas outras entidades, essencialmente, serviços da CML, áreas protegidas do ICNB, Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana - SEPNA, associações de conservação da Natureza e Polícia de Segurança Pública (PSP). Paralelamente, o Centro apresenta-se também como um recurso ao nível da Sensibilização e Educação Ambiental, assim como para investigação científica nas áreas relacionadas, nomeadamente ciências médicas e biológicas.
O QUE FAZER SE ENCONTRAR UM ANIMAL SILVESTRE?
- Avalie a situação com cuidado. Um animal, mesmo debilitado pode causar danos com o bico, garras, dentes ou espinhos.
- Se for possível cubra-o com uma peça de pano de modo a privá-lo da visão. Isso tende a acalmar o animal.
- Coloque-o com cuidado numa caixa, que pode ser de cartão, mas que deve ter orifícios para a circulação de ar.
- Mantenha o animal dentro da caixa num local escuro, calmo e a temperatura adequada.
- Não tente tratar ou alimentar o animal, nem tenha muito contacto com ele.
- Ligue para um Centro de Recuperação para efectuar a entrega e obter informações.
- Caso não consiga, recorra às Autoridades - GNR (SEPNA), Polícia Florestal ou ICNB.
- Saiba que quando faz a entrega de um animal, poderá ter informações sobre o estado da sua recuperação e ainda, se for caso, assistir à sua libertação, ou seja, a devolução ao seu habitat.
QUEM PODE CONTACTAR
LxCRAS – Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental - Tel.: 218 170 200
- Divisão de Matas - Polícia Florestal - Tel.: 28 171 100
Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - Tel.: 213 507 900
GNR/SEPNA - Tel. geral : 213 217 000
Linha SOS Ambiente: 808 200 520
Ou o Centro de Recuperação de fauna mais próximo.
Mais informações:
Câmara Municipal de Lisboa
Direcção Municipal de Ambiente Urbano
Departamento de Ambiente e Espaços Verdes
Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental
Espaço Monsanto - Estrada do Barcal, Monte das Perdizes
1500-068 Lisboa
Tel +351 21 817 02 00
Horário Primavera/Verão : Terça a Sexta - 9h30 às 17h00
Sábado - 9h30 às 18h00
Domingo e Feriados - 14h00 às 18h00
Transportes Públicos: 70 (Sete Rios - Espaço Mosanto)