quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ambiente, Ciência e Cidadãos


O ambiente é actualmente uma das questões determinantes das sociedades contemporâneas. Os problemas ambientais, com efeito, condicionam, de um modo inultrapassável, o nosso presente e o nosso futuro. Surgem movimentos de cidadãos preocupados com o ambiente e a sua intervenção torna-se mais visível.
Mas estaremos nós conscientes do papel do ambiente no contexto da cidadania? Será relevante o destaque dado pelos meios de comunicação social às questões ambientais? Estará a ciência atenta à cobertura mediática das temáticas ambientais? Estarão o direito e as instituições a adaptar-se, atempadamente, ao evoluir dos novos desafios colocados pelo ambiente?
Focado na realidade portuguesa, este livro organiza-se em cinco partes: A necessi dade de os media contribuírem para a formação de cidadãos esclarecidos em ambiente, no contexto da ciência e da tecnologia; O percurso legal e institucional do ambiente; O ambiente como ciência nas páginas dos jornais; O lugar do ambiente nos estu dos sobre a ciência e a tecnologia na imprensa; A evolução do ambiente na esfera pública.
SOBRE OS AUTORES:
Rui Brito Fonseca. Licenciado em Ciência Política, com especialização em Relações Internacionais, pela Universidade Lusófona. É também mestre em Ciências do Trabalho pelo ISCTE-IUL, onde frequenta o programa de doutoramento em sociologia. É, desde 2000, investigador no CIES/ISCTE-IUL, onde tem vindo a desenvolver trabalho sobre comunicação, media e compreensão pública da ciência. É ainda consultor em ambiente.
Lia Vasconcelos. Doutorada em Engenharia do Ambiente. Professora da Universidade Nova de Lisboa. Investiga novas formas de tomada de decisão e governância, em especial a conquista da esfera pública por novos actores. Coordenadora de projectos de investigação, ganhou em 2008 o «Galardão Gulbenkian/Oceanário de Lisboa: Governação Sustentável dos Oceanos» com o projectoMarGov - Governância Colaborativa de Áreas Marinhas Protegidas.É autora e co-autora de vários livros, destacando-se, em 2009: Cidadãos pelo Ambiente: Conservação da Natureza e Biodiversidade em Portugal eGovernância e Partipação na Gestão Territorial.
José Manuel Alho. Biólogo. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém e Professor convidado do Instituto Politécnico de Leiria. Desempenhou os cargos de Director de Áreas Protegidas, Director Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo e Presidente do IPAMB – Instituto de Promoção Ambiental. Foi Vice-Presidente da Direcção Nacional da Quercus e Presidente da Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza.
Maria Adília Lopes. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É actualmente Secretária Executiva do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. Ao longo dos últimos 20 anos, exerceu funções de consultora jurídica na área do ambiente em órgãos e serviços da administração pública. Colaborou com Organizações não Governamentais de Ambiente e é autora de artigos e co-autora de publicações sobre direito de ambiente e participação pública.
Formato: 16cm x 23,50cm
ISBN: 978-989-680-010-9
Data de Publicação: Agosto de 2010
PVP: 13,90 euros

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Concerto Solidário da Orquestra Geração – 1 de Outubro de 2010 às 21h no Teatro Camões, Lisboa


As Orquestras Geração vão dar um Concerto Solidário no dia 1 de Outubro às 21h00, no Teatro Camões (Parque das Nações), em Lisboa. Além das crianças, estarão em palco António Rosado, Mário Laginha, Elsa Saque, António Wagner Diniz (responsável pela Orquestra) e José Manuel Brandão.
As entradas para o concerto podem ser adquiridas em qualquer balcão do Barclays Bank da zona de Lisboa ou no Teatro Camões  no próprio dia. O valor é de 10 € (mínimo), mas sendo uma gala de angariação de fundos, se o público quiser, pode dar mais do que o custo dos bilhetes. 
A Orquestra Geração visa a integração social das crianças através da música. A receita desta Gala reverte totalmente para a Orquestra Geração – Geraçãozinha (projecto de mobilização de toda a estrutura familiar da criança e do bairro).

Afinal não é um jasmim manga...


Afinal o jasmim do meu quintal não é um jasmim manga mas sim um jasmim de Madagáscar.
O dr. Raimundo Quintal, da Madeira, perante  a minha perguntar:
- Pode ajudar-me  a identificar esta espécie que nasceu no meu quintal?
respondeu-me assim

- A trepadeira que possui é conhecida popularmente por Jasmim de Madagáscar, porque é indígena dessa grande ilha do Índico.
O seu nome científico é Stephanotis floribunda, pertence à família Asclepiadaceae, enquanto os verdadeiros jasmins são da família Oleacea
O fruto parecido com a manga produz sementes, que usar para multiplicá-la.
No site: http://www.jardineiro.net/br/index.php pode ler-se:

  • Nome Científico: Stephanotis floribunda
  • Sinonímia: Ceropegia stephanotis
  • Nome Popular: Jasmim-de-madagascar, Flor-de-noiva, estefanote, flor-de-cera
  • Família: Asclepiadaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Madagascar
  • Ciclo de Vida: Perene
O Jasmim-de-madagascar é uma bela trepadeira, de característica volúvel. Ela apresenta ramagem ramificada, de seiva leitosa e folhas verdes, coriáceas, espessas, brilhantes, opostas e ovaladas. As inflorescências surgem na primavera e verão, são axilares e compostas por numerosas flores cerosas, de coloração branca ou creme, muito perfumadas, formando belos ramalhetes. Estas flores delicadas eram muito aproveitadas em buquês de noiva. Ocorre ainda uma cultivar de folhas variegadas, rara em cultivo.O jasmim-de-madagascar é uma trepadeira exigente, mas recompensa os cuidados com intensas florações de aroma delicioso. Ela aprecia muita luz, mas é sensível ao sol direto e gosta de proteção, principalmente nas horas mais quentes do dia. Presta-se para cobrir arcos, pórticos, grades, cercas, caramanchões e colunas. Necessita de tutoramento inicial. Também pode ser plantada em vasos e jardineira, assim como em ambientes internos, mas dispensa o prato com água pois é muito sensível a umidade em excesso, que provoca o apodrecimento de suas raízes.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Não tolera geadas ou frio excessivo, no entanto, precisa passar por um descanso vegetativo, com frio ameno e poucas regas, para que floresça a contento na primavera. Aprecia adubações mensais na primavera e verão e podas de rejuvenescimento ao final do inverno. Multiplica-se por sementes e por estaquia dos ramos após a floração.
Semente de jasmim de madagascar~
Outro tipo de informação sobre o Jasmim de Madagáscar também conhecido por "engole sapo"

domingo, 26 de setembro de 2010

Jasmim-manga

Sabe o que é isto?
Será uma manga?
será um jasmim?
É um jasmim-manga!!!!!
Não conhecia? eu também não...
Nome Científico: Plumeria rubra
  • Sinonímia: Plumeria aurantia
  • Nome Popular: Jasmim-manga, frangipane, árvore-pagode, plumélia, jasmim-de-são-josé, jasmim-do-pará, jasmim-de-caiena
  • Família: Apocynaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América Tropical
  • Ciclo de Vida: Perene
  • Embora este site http://www.jardimdeflores.com.br/PAISAGISMO/A26arvoresdepequenoporte.htm diga que o "Jasmim-manga (Plumeria rubra) - de clima tropical, esta planta perde sua folhagem durante o inverno e parte da primavera, quando aparecem as belas flores muito perfumadas. Há variedades de cores com diversas nuances de branco, creme, rosa e vinho. O jasmim-manga não tolera geadas, nem solos encharcados e requer plena exposição ao sol. O solo indicado para o cultivo é o arenoso. Multiplica-se por estacas e apresenta crescimento bem lento, mas vale a pena pela sua beleza." ; a verdade é que o comprei como jasmim, sempre deu uma flor de jasmim com um cheirinho divinal e é um planta trepadeira que nunca perde a folhagem, nem mesmo durante o inverno. Apanha pouco sol, o seu crescimento foi muito rápido...
  • óleo de  jasmim-manga:
"Espécie: Plumeria rubra
Processo de Extracção: Solvente/base sólida
Nota de Perfume: Média / baixa
Descrição de Extracção: Extracção de flores.
Descrição do cheiro: Doce e delicadamente frutado. Aroma profundo, rico, floral.
Extraído das flores fragrantes, delicadas e brancas de Jasmim-Manga, usadas no cabelo no sul da Índia. Uma flor realmente romântica.
Usado em alta perfumaria de classe. Este óleo rico, impetuoso, exótico é dotado de qualidades expansivas profundas que estimulam uma resposta sensual, quase provocadora.
Pensa-se que estimula a paz interior e a harmonia que nos guia para honrar o sagrado na intimidade. A natureza do Jasmim-Manga deve lembrar-nos a beleza da viagem infinita da nossa alma.
Magia e Erudição: o Jasmim-Manga é conhecido como a Árvore da Vida na Índia. Um ramo da árvore, mesmo cortado, continuará florindo, como representando a ligação das nossas almas ao Divino. O Jasmim-Manga era a flor favorita de Lord Krishna.
(Esta substância é um material de perfumaria de alta qualidade mais do que um óleo de aromaterapia)."


Se houver por aqui algum biólogo que possa dar mais informações, agradece-se.
Nada como a biodiversidade..

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Notícias do Ponto de Encontro de 23 de Setembro


A Maria Santos - Administradora da Lisboa E-Nova - a apresentar o Cartaz da Exposição "Era uma vez a Terra..."
Decorreu ontem o Ponto de Encontro dedicado ao Tema: "Planeta Terra: Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável".
A sessão abordou temas relacionados com a Exposição “Era uma vez a Terra…”; a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável; a Biodiversidade na Cidade de Lisboa e os princípios da Educação Ambiental visando uma aproximação aos valores da Ética da Sustentabilidade.
Como oradores estiveram presentes a Drª Elizabeth Silva (Comissão Nacional da UNESCO); Dr. Francisco Teixeira (Agência Portuguesa do Ambiente) e Eng.ª Conceição Colaço e Arq.ª Ana Soares (Instituto Superior de Agronomia).
Em breve divulgaremos as comunicações.
Eis algumas fotos da autoria de Alexandre Gandum
Francisco Teixeira - Director do Departamento de Promoção e Cidadania Ambiental - APA


Elizabeth Silva - Comissão Nacional da UNESCO


Conceição Colaço - Isa


Ana Luísa Soares - ISA






quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Que peixe comer?

Eis uma excelente iniciativa da LPN. Consulte o site e divulgue.

"O projecto *Que peixe comer...para um consumo sustentável*, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do concurso AGIR AMBIENTE 2009, surgiu do interesse da LPN em organizar e disponibilizar informação sobre 20 espécies de peixe consumidas e capturadas em Portugal. O projecto pretende também mostrar o caminho que o peixe percorre, desde que sai do mar até que chega ao nosso prato, e dar conselhos sobre alternativas ao consumo de peixe."

Terra Alerta: Mobilidade

Na Semana Europeia da Mobilidade, a Terra Alerta mostra o projecto “A pé para a Escola” do CESNOVA, falamos com Manuel João Ramos da ACA-M sobre os direitos dos peões e com Duarte D’ Araújo Mata sobre bicicletas na cidade. No programa de hoje (sábado 18 de Setembro), falou-se também em  abetardas no campo branco e conheceu-se o embaixador britânico em Portugal.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Salamandra-lusitânica


imagem daqui
Endémica na Península Ibérica, a chioglossa lusitanica é um dos anfíbios em estado mais vulnerável. em 2005, estimava-se que a sua população  rondaria os 10.000 exemplares. 
Estes distribuem-se de forma fragmentada por zonas densamente povoadas, onde a poluição dos cursos de água se revela uma ameaça, e por núcleos mais estáveis, nas zonas de montanha protegidas.
A cauda deste anfíbio pode atingir dois terços do comprimento do corpo e soltar-se se atacada, regenerando-se de seguida.
Esta espécie faz parte de uma lista de 13 répteis e anfíbios ibéricos que correm o risco de extinção até ao final do século, a confirmarem-se os cenários de subida das temperaturas devido às alterações climáticas, refere um estudo publicado na revista "Global Change Biology".
in, Revista Única, 18/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Biodiversidade – uma introdução ao tema


Foto:  Fernando Louro Alves

A simplicidade do conceito não deixa de arrastar consigo uma teia complexa de problemas, interesses, forças e fraquezas dos sistemas associados à sua Biodiversidade.
Bio + Diversidade = Variedade de Vida
Embora estejamos perante um conceito de difusão recente, a Diversidade Biológica já há muito era entendida como uma das mais importantes características dos ecossistemas, pois ela pode relacionar-se facilmente com os conceitos de estabilidade biológica, equilíbrio biológico, homeostasia e, em última análise, até com a sustentabilidade dos sistemas.
Mas prendamo-nos com o conceito de Biodiversidade. Partindo da ideia simples de que existem locais com “coisas” parecidas e outros com “coisas” diferentes, podemos imediatamente concluir relativamente à maior ou menor biodiversidade. Contudo de que “coisas” falamos ?
Atentemos por exemplo num roseiral, quando sem flor parece constituído por arbustos “iguais”, mas, quando as flores se revelam…. Se elas forem todas iguais, podemos estar perante diferentes cópias do mesmo indivíduo, i.e., todas as roseiras têm igual património genético. Se elas forem todas diferentes … na maior parte dos casos estaremos perante diversos indivíduos (códigos genéticos diferentes) de uma mesma espécie (a roseira): embora seja a mesma espécie, eles são geneticamente bastante próximos mas não deixam de ser indivíduos diferentes…. (As Rosas da China - Hibiscus rosa-sinensis - representadas ao lado pertencem todas à mesma espécie…)
Quando falamos das sociedades humanas, a Biodiversidade adquire perspectivas muito peculiares: todos somos Homo sapiens sapiens (mesma espécie), mas a cara de cada um de nós é sempre diferente dos demais. Conseguimos entender (e dar importância) a pormenores que numa outra espécie nos deixariam obviamente indiferentes: a cor dos olhos, a forma do rosto, a cor da pele, a abertura das orbitais, a forma e a cor do cabelo… E curioso também, é que nos agregamos em núcleos onde estabelecemos valores e padrões que alicerçam culturas diversas….  Poderíamos estar a introduzir o conceito de Biodiversidade Cultural.
Para estes autores a Biodiversidade deve ser abordada segundo a escala e pode ser Genética, Específica ou Sistémica.
A primeira dirá respeito a conjuntos com variabilidade genética, a segunda com espécies distintas e a terceira com sistemas (ecossistemas) diversos. Embora esta seja a perspectiva que reúne maior número de simpatizantes, existem autores que associam a Biodiversidade aos locais (substrato edafo-climático) – a Alfa diversidade; aos habitats (ou aos ecossistemas) – a Beta diversidade e às Paisagens (aos conjuntos de Ecossistemas, aos Biomas ou às Unidades Homogéneas de Paisagem) – a Gama diversidade.
Esta abordagem não distingue a Biodiversidade evidenciada, mas sim a escala em que a Biodiversidade é avaliada, o que perde um pouco a raiz biogenética do conceito para se envolver mais na leitura ecológica do território.
A associação do conceito de Biodiversidade com os de Abundância e Frequência conduz também a alguns aspectos peculiares: se num dado sistema existir um número total de indivíduos reduzido e um grande número de espécies, cada uma delas será pouco abundante, mas, mesmo assim, poderemos estabelecer uma escala de abundância entre elas. Comparando diferentes sistemas, diremos que um ecossistema com uma pequena abundância de um grande número de espécies, é um ecossistema com uma grande importância ecológica (biodiversidade) e com um elevado risco (face à reduzida abundância de cada um dos “genes”). A estes locais chamamos habitualmente pontos quentes (hot spots) de biodiversidade.
A Biodiversidade no Mundo sofre variações: em cada momento, as novas condições dos habitats podem levar ao aparecimento de variações genéticas melhor adaptadas e que consequentemente se independentizam. Mas essas mesmas condições também levam ao desaparecimento das espécies que estavam melhor adaptadas às condições habitatcionais anteriores. Naturalmente o número de espécies ganhas e perdidas tem tendência para a equiparação, i.e., em balanço, não há ganho nem perda em número.
Mas o Homem tem sido capaz de promover a destruição de um número imenso de espécies, tendendo para a utilização de poucas espécies e para a anulação ou indução do desaparecimento das restantes. A este processo chamamos erosão genética ou perda de Biodiversidade.
Só com um esforço colectivo e com a intencionalidade das acções podemos evitá-la. A Campanha Countdown 2010 – Save Biodiversity pretende fazer com que, em 2010, o Mundo deixe de perder espécies e Biodiversidade.
Mas porquê evitar a perda da Biodiversidade ?
Autor: Fernando Louro Alves
In, Arméria - SETA: Sociedade Portuguesa para o Desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais

domingo, 19 de setembro de 2010

Salamandra-de-pintas-amarelas

Imagem daqui
[Salamandra-salamandra] apresenta uma enorme variabilidade no seu padrão, podendo se considerada preta com pintas amarelas ou amarela com pintas pretas... tudo depende da região e da subespécie que encontrarmos.
In Agenda 2020 Ano Internacional da Biodiversidade, CTT.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010 (versão portuguesa)



(NAÇÕES UNIDAS, NOVA IORQUE , 23 de Junho) – A crise económica afectou grandemente os empregos e os rendimentos no mundo inteiro, mas o seu impacto não impede a consecução da meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que consiste em reduzir a taxa de pobreza extrema a metade, até 2015, revelou, hoje, a ONU no seu documento anual de avaliação dos ODM. O Relatório realça uma série de êxitos, para além de avaliar o impacto humano da ausência de progressos suficientes no que respeita a muitos dos Objectivos.
O Relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010, lançado hoje pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ajuda a preparar o cenário para a cimeira da ONU, em Setembro. O documento surge apenas dias antes de a responsabilidade pelos compromissos de ajuda ser discutida pelo Grupo dos 8, na reunião que irá realizar-se no Canadá.
"O presente relatório demonstra que os Objectivos são realizáveis, quando estratégias e políticas de desenvolvimento assumidas pelos próprios países são apoiadas por parceiros internacionais para o desenvolvimento", diz o Secretário-Geral Ban Ki-moon, no preâmbulo do relatório. "Ao mesmo tempo, é manifesto que as melhorias na vida dos pobres têm sido inaceitavelmente lentas e que alguns avanços duramente conquistados estão a ser erodidos pelas crises climática, alimentar e económica. Milhares de milhões de pessoas contam com a comunidade internacional para realizar a grande visão expressa na Declaração do Milénio. Procuremos cumprir essa promessa".
O relatório da ONU refere avanços significativos na escolarização de crianças no ensino primário, em muitos países pobres, especialmente em África, bem como intervenções vigorosas nos domínios da luta contra a SIDA e a malária e da saúde infantil; afirma ainda que há uma boa probabilidade de se atingir a meta do acesso à água potável.
Mas as desvantagens que afectam os pobres, as pessoas que vivem em zonas remotas, as pessoas com deficiência ou as que são discriminadas devido à sua etnia ou sexo têm dificultado o avanço em muitas outras frentes.
Entre os factos apurados incluem-se os seguintes: apenas metade da população do mundo em desenvolvimento tem acesso a estruturas de saneamento melhores, tais como instalações sanitárias e latrinas; as raparigas do quintil de agregados familiares mais pobres têm 3,5 vezes mais probabilidade de não estar a frequentar a escola do que as das famílias mais ricas e quatro vezes mais do que os rapazes deste grupo; e menos de metade das mulheres de algumas regiões em desenvolvimento beneficia de assistência ao parto por pessoal de saúde qualificado.
A percentagem de pessoas do mundo em desenvolvimento que subsistem com menos de 1,25 dólares por dia, em dólares americanos constantes, diminuiu de 46%, no ano de referência de 1990, para 27%, em 2005, graças aos progressos na China, no Sul da Ásia e no Sudeste Asiático, e deverá baixar para 15%, até 2015, limite do prazo fixado para a realização dos ODM.
Mas o Relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010 também diz que a luta contra a fome foi mais gravemente afectada pela turbulência económica. A capacidade dos pobres no que se refere a alimentarem as suas famílias diminuiu, devido à subida em flecha dos preços alimentares, em 2008, e à quebra dos rendimentos, em 2009, enquanto o número de pessoas que sofrem de malnutrição, que já estava a aumentar desde o princípio da década, poderá ter começado a aumentar mais rapidamente, a partir de 2008.
A crise põe à prova a parceria mundial para o desenvolvimento A avaliação que a ONU faz do Objectivo 8 – criação de uma parceria mundial para o desenvolvimento – revela a resiliência da cooperação internacional perante as recentes dificuldades económicas.
A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) aumentou tanto em 2008 como em 2009, atingindo um total de quase 120 mil milhões de dólares por ano; o acesso dos países em desenvolvimento e dos países pobres aos mercados dos países ricos continuou a melhorar; e o peso da dívida dos países em desenvolvimento continuou a diminuir, graças a uma boa gestão da dívida e à redução da dívida dos países mais pobres.
"Não obstante os reveses sofridos pelas exportações, em consequência da crise económica mundial, o rácio serviço da dívida/exportações permaneceu estável ou voltou a baixar, na maioria das regiões em desenvolvimento, em 2008", diz o relatório. "Apesar de novas perdas de receitas das exportações em 2009, e, no caso de alguns países, apesar da diminuição do crescimento, o peso da dívida deverá permanecer bastante abaixo dos níveis históricos".
Mas ainda não se chegou a uma conclusão sobre o desempenho global da parceria mundial.
O relatório da ONU adverte que o aumento da APD em 2009 corresponde a apenas mais 0,7% do que em 2008, em termos reais, e, em dólares correntes, representa efectivamente uma diminuição de 2%. O relatório expressa preocupação perante as perspectivas da ajuda ao desenvolvimento para 2010, que poderão vir a ser comprometidas pelos problemas orçamentais dos países doadores, e menciona um défice substancial no cumprimento dos compromissos, assumidos em 2005, de duplicar a ajuda a África. Por outro lado, afirma que não se concretizaram as esperanças de se concluir o ciclo de conversações sobre o comércio mundial e o desenvolvimento iniciado em 2001.
As alterações climáticas põem em causa a sustentabilidade ambiental
Relativamente ao Objectivo 7, que abrange toda a área da sustentabilidade ambiental, a ONU diz que, ao longo da última década, o mundo perdeu 13 milhões de hectares de floresta por ano – um ritmo alarmante que, mesmo assim, representa uma ligeira diminuição, em comparação com os 16 milhões de hectares da década anterior.
O aumento populacional e o crescimento económico nas duas últimas décadas estão na origem de um aumento das emissões mundiais de CO2 de quase 50%, entre 1991 e 2007 – de 21,9 para 29,6 mil milhões de toneladas métricas. Os números relativos a 2008 deverão mostrar que a taxa de aumento abrandou, em grande medida devido ao abrandamento económico. É até possível que o total das emissões tenha diminuído, em 2009. Mas as mesmas estimativas que permitiram extrair estas conclusões também sugerem que, se não forem tomadas medidas decisivas, as emissões voltarão a aumentar rapidamente, quando a economia mundial começar a recuperar. A ONU convocou o próximo ciclo de conversações internacionais sobre o clima para finais de 2010, em Cancún, no México.
 No sítio Web http://mdgs.un.org está disponível um conjunto completo dos dados utilizados para preparar o relatório.
 Fonte: Associação das Nações Unidas
 Apresentação da versão portuguesa do Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010:
 ► 17 de Setembro
► 18h
► Universidade Lusófona
Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
 Av. Eng. Arantes e Oliveira, nº 5 - 3º B
 1900-221 Lisboa
 Tel: 21 847 38 65 - Fax: 21 847 38 66
 geral@ied-pt.org - www.ied-pt.org


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Terra Alerta" na SIC Notícias

Estreou na SIC Notícias, no passado Sábado, dia 11 de Setembro de 2010, o novo Terra Alerta, programa de informação semanal sobre conservação da natureza e desenvolvimento sustentável.
O planeta que habitamos importa a todos. A Natureza de que fazemos parte encontra-se sob pressão... Mas há projectos, ideias e pessoas empenhadas em protegê-la, defendendo também a qualidade de vida e o futuro das próximas gerações.
Jornalista: Carla Castelo
SIC- Sociedade Independente de Comunicação S.A
Estrada da Outurela, 119, 2794-052 Carnaxide- Portugal
Telef. +351 21 417 94 65
http://www.sic.pt/  www.sic.pt/terraalerta
Fonte: Terra Alerta - 14 de Setembro de 2010

Repete Dom. 09h00, Seg. 02h30, Qui. 15h30
(Reportagens também no Jornal da Noite da SIC Terça-feira)

Ponto de Encontro: Planeta Terra: Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável


No próximo dia 23 de Setembro, o Ponto de Encontro terá como tema:  "Planeta Terra: Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável" e destina-se essencialmente a professores
A sessão abordará temas relacionados com a Exposição “Era uma vez a Terra…”; a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável; a Biodiversidade na Cidade de Lisboa e os princípios da Educação Ambiental visando uma aproximação aos valores da Ética da Sustentabilidade.
Oradores: Elizabeth Silva (Comissão Nacional da UNESCO)
Francisco Teixeira (Agência Portuguesa do Ambiente)
Conceição Colaço / Ana Soares (Instituto Superior de Agronomia)
Moderador: Maria Santos (Lisboa E-Nova)
Data: 23 de Setembro de 2010
Horário: 17h30 às 19h30 
Local: CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa - Picoas Plaza - Rua do Viriato, 13, Núcleo 6 - E 1
Por favor inscreva-se no Site da Lisboa E-Nova http://lisboaenova.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=205&Itemid=515

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Regulamento do Concurso "Biodiversidade na Minha Cidade"


O Concurso “Biodiversidade na minha Cidade” é promovido, no âmbito da Exposição "Era uma vez a Terra...",  em articulação com as premissas estratégicas do Ano Internacional da Biodiversidade - 2010.
Objectivos:
- Promover a pesquisa e reflexão sobre a Biodiversidade em Meio Urbano;
- Promover actividades que visem a Educação Ambiental para a Sustentabilidade, nomeadamente a internalização dos valores da conservação da natureza e da diversidade biológica em meio urbano;
- Despertar o interesse da comunidade escolar para a temática da Biodiversidade na Cidade de Lisboa;
- Estimular a criatividade para a elaboração de um produto final, com o objectivo de sensibilizar o público em geral, tendo em vista o aumento do potencial de Biodiversidade na Cidade de Lisboa.
Destinatários: Escolas (públicas e privadas) dos 1º, 2º e 3º ciclos, do Concelho de Lisboa.
Categorias:
 Categoria A - Trabalhos Colectivos - 1º Ciclo:
1) "Jardim das Cores" – Painel
2) "A nossa Horta é Móvel" - Apresentação de uma mini-horta
Categoria B - 2º e 3º Ciclos:
 1) "Biodiversidade na cidade: o meu olhar" - fotografia individual
 2) "O meu roteiro é verde!" - Folheto colectivo
Abertura: 23 de Setembro de 2010.
Encerramento:15 de Abril de 2011 às 17h00.
Prémios: Máquinas fotográficas, binóculos, visita à Herdade do Freixo do Meio, livros sobre biodiversidade.
Regulamento de Concurso "Biodiversidade na Minha Cidade"

Conteúdos da Exposição Era uma Vez a Terra...

Painéis Exposição: Era Uma Vez a Terra..."

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ponto de Encontro: Planeta Terra: Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável


No dia 23 de Setembro realiza-se um Ponto de Encontro pelas 17:30 no CIUL, é dedicado ao Planeta Terra: Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
Os oradores convidados são a Drª Elizabeth Silva da CNU; Engª Conceição Colaço e Arqt.ª Ana Soares do ISA e o Dr. Francisco Teixeira da APA.
O tema da conversa anda à volta das questões relacionadas com a Exposição “Era uma vez a Terra…”; a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável; a Biodiversidade na cidade e os princípios da Educação Ambiental visando uma aproximação aos valores da Ética da Sustentabilidade.
Inscreva-se no site da Lisboa E-Nova

Congresso Nacional de Turismo e Ambiente 2010 Turismo em Zonas Costeiras

http://www.wevalue.pt/image.php/e177f1069bf8c4b4.jpg?image=data/images/e177f1069bf8c4b4.jpg&width=800
Congresso Nacional de Turismo e Ambiente 2010 Turismo em Zonas Costeiras 
24 – 26 Novembro 2010 Sesimbra
  •  Organizado pelo Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra 
  • Submissão de resumos e inscrições antecipadas até 30 de Setembro 
  • Informações E-mail: cnta2010@fc.ul.pt 
  • Website: http://cnta2010.fc.ul.pt 
  • Telefone: 21 750 00 00 (ext. 22542) / 21 750 08 26 
Temáticas:
  • Importância do turismo na socioeconomia 
  •  O papel do turismo na divulgação da cultura e tradições das comunidades piscatórias 
  •  Sustentabilidade do sector turístico Impacto ambiental nas zonas costeiras 
  •  Gestão sustentável do turismo na orla costeira Ecoeficiência em empreendimentos hoteleiros 
  •  Turismo rural, pesca-turismo e eco-turismo 
  • Novos produtos no sector do turismo: inovação e desenvolvimento
 Para além destes temas, pretende-se ainda debater alguns aspectos de natureza regional:
  • A cultura piscatória de Sesimbra 
  •  O artesanato e a pesca em Sesimbra: oportunidade de valorização turística 
  •  Produtos regionais de Sesimbra 

 Fonte: Congresso Nacional de Turismo e Ambiente 2010 – 13 de Setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É uma sirene? É um ecoponto? Não… é o pastilhão!



Parece uma sirene, uma espécie de ecoponto… mas na verdade é um pastilhão.
Estamos a falar do Gumdrop, um reciclador de pastilhas inventado pela designer britânica Anna Bullus e que pode ser já visto nas ruas de Londres, Inglaterra, e Nova Jérsia, Estados Unidos, entre outras.
Segundo explica a edição de hoje da Sábado, Bullus passou oito meses a recolher pastilhas da rua e a observá-las em laboratório. Com os restos delas construiu os próprios recipientes cor-de-rosa da imagem. Em plástico.
“Lembrei-me de que [as pastilhas] são feitas de borracha e a borracha pode ser transformada em inúmeras coisas”, explicou Bullus, que tem apenas 25 anos e começou o projecto há dois.
Agora, as contas são fáceis de fazer. Os britânicos consomem sete mil toneladas de pastilhas elásticas por dia. Se 10% forem colocadas no Gumdrop, será possível construir um milhão de novos pastilhões.
Mas não é tudo. Um estudo recente encomendado pelo Governo britânico explicou que o as autoridades gastam anualmente 12 milhões de euros para limpar todas as pastilhas das ruas de Londres. Se pensarmos no que gastarão as autoridades para limpar todas as pastilhas das ruas britânicas teremos uma ideia da importância da inovação de Bullus no médio e longo prazo.
As pastilhas agora recicladas darão lugar a caixas de arrumação, brinquedos, móveis, bancos, mesas, botas e roupa.
A designer foi considerada pela Marie Claire uma das vinte mulheres capazes de mudar o mundo em 2010 e pela Management Today como uma das 35 mulheres com menos de 35 anos que estão a  “criar o futuro”. Nada mau.
Quando veremos um pastilhão nas ruas de uma qualquer cidade portuguesa?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Plantas aromáticas

As plantas aromáticas dão um sabor especial aos alimentos e desde sempre fazem parte da nossa culinária. Algumas combinações são fabulosas: tomilho e alecrim; manjerona e alecrim; manjericão e tomate...
Para um melhor sabor, as ervas aromáticas devem ser usadas frescas. Contudo, existem algumas excepções: os orégãos e os poejos.
Hoje em dia retomou-se o uso das plantas aromáticas na culinária e estas podem ser encontradas à venda em muitas superfícies comerciais.
Porém, é muito fácil plantá-las em casa em pequenos vasos e assim estarão sempre à mão.
Eis algumas das plantas aromáticas que fazem parte da nossa culinária.
Salsa; Tomilho; Coentros; Salva; Folhas de louro; Alecrim; Verbena; Cebolinho; Estragão; Manjerona; Hortelã; Manjericão; Orégãos; Poejos; Hortelã da Ribeira; Menta...
Existe uma diferença entre plantas aromáticas e medicinais. Antes de as usar procure informar-se sobre as suas propriedades.
"A utilização de plantas aromáticas, medicinais e condimentares é parte integrante da cultura portuguesa, possibilitando variadissímas formas de utilizações e usos. Saberes como formas de extracção, preparação e conservação, ou ainda como reproduzir e cultivar as plantas envolvidas, como e quando utilizar determinadas plantas, que partes das plantas utilizar, etc, são informações que fazem parte do património cultural da humanidade.Neste sentido, é necessário que se tomem como referência dois elementos fundamentais - conhecer e utilizar. (...)Plantas aromáticas são aquelas que possuem aroma e/ou perfume, capaz de sensibilizar o nosso olfacto de modo agradável. A percepção dos aromas depende da sensibilidade de cada pessoa: umas são mais sensíveis, podendo até desenvolver alergias, e outras menos sensíveis, desfrutam simplesmente do prazer de sentir o aroma das plantas.
Plantas medicinais são aquelas cujo princípio activo é capaz de aliviar ou curar enfermidades ou doenças. A utilização das plantas medicinais data de épocas muito antigas, quando o homem procurava na natureza plantas que lhe curassem ou aliviassem dores ou mau-estar. Este processo, vulgarmente conhecido - por tentativa e erro, permitiu que o homem descobrisse a cura através das plantas, passando este conhecimento para as gerações posteriores. Desta forma herdamos este tipo de conhecimento, dos nossos antepassados.
Plantas condimentares são utilizadas no tempero para realçar o sabor e o aspecto dos alimentos. Muitas vezes os condimentos podem ser usados como conservantes.
É interessante perceber, que muitas plantas apresentam as três propriedades citadas, ou seja são simultaneamente: aromáticas, medicinais e condimentares. O interesse pelas plantas aromáticas, medicinais e condimentares ressurgiu apenas nos últimos anos, à medida que a ciência tem vindo a comprovar os seus efeitos benéficos."
Actualmente existe uma grande oferta de cursos e workshops sobre plantas aromáticas. Se pretender saber mais, consulte: